domingo, 15 de maio de 2011

156 - DEUS SABE!


Não conseguimos compreender quais “regras” se aplicam a um Deus que vive fora do tempo e assim mesmo penetra no tempo.

Considere toda a confusão que cerca a palavra “presciência”.

Deus sabia com antecedência que Jó permaneceria fiel a Ele e assim venceria o desafio?

Se sabia, como é que foi um desafio de verdade?

Ou que dizer das calamidades naturais da Terra?

Se Deus sabe com antecedência sobre elas, não é Ele que deve levar a culpa?

No nosso mundo, se uma pessoa sabe com antecedência que uma bomba irá explodir num carro estacionado e deixa de alertar as autoridades, tal pessoa é legalmente responsável.

Portanto, será que Deus é “responsável” por tudo o que acontece até mesmo tragédias, pois Ele sabe a respeito com antecedência?

Mas e esta pode ser a principal mensagem subjacente à vigorosa fala de Deus a Jó (Jó 38 e 39) - não podemos aplicar nossas regras simplistas a Deus.

A própria palavra presciência pré ciênciadenuncia o problema, pois expressa o ponto de vista de alguém preso dentro do tempo.

Deus não enxerga o tempo numa seqüência A-B.

Na realidade, estritamente falando, Ele não nos “prevê” realizando coisas.

Ele simplesmente nos vê fazendo-as, num eterno presente.

E, quando tentamos imaginar o papel de Deus num determinado acontecimento, obrigatoriamente vemos as coisas “de baixo”, e julgamos Seu comportamento pelos frágeis padrões de uma moralidade contingente no tempo.

Um dia poderemos ver problemas tais como “Deus provocou a queda daquele avião?” sob uma ótica bem diferente.

Fiz esta digressão pelos mistérios do tempo porque creio que não há qualquer outra resposta para a questão da injustiça.

Não importa o quanto racionalizemos, algumas vezes Deus parece injusto desde a perspectiva de uma pessoa presa no tempo.

Só no final dos tempos, depois de termos alcançado o ponto de vista de Deus, depois de todo mal ser punido ou perdoado, toda enfermidade ser curada, e todo o universo ser restaurado só então reinará a justiça plena.

Então compreenderemos que papel o mal, e a queda, e a lei natural desempenham num acontecimento “injusto” como a morte de uma criança.

Até lá não saberemos, e só podemos confiar num DEUS que de fato SABE!


Que Deus abençoe a todos



Fonte: http://www.reflexoesdoreino.com/



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| 29/11/2008 |