domingo, 26 de setembro de 2010

121 - ANIQUILAMENTO, REENCARNAÇÃO, PURGAÇÃO OU RESSURREIÇÃO ? (1ª parte)


A palavra de Deus nos diz na epístola aos Hebreus capítulo 9 do versículo 27 ao 28 que “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”.

Quando se fala dos mortos e de seu estado, há uma série de teorias e doutrinas que tem ampla divulgação humana e nenhuma base na revelação divina.

Exporemos aqui resumidamente estes ensinos e mostraremos o que a Bíblia realmente diz sobre estes assuntos.


A DOUTRINA DO ANIQUILAMENTO


Esta doutrina afirma :

1º - Morte como estado de “inconsciência inativa”, ou seja, os mortos estariam sem consciência, sem existência própria.

Analizemos alguns versiculos utilizados como justificativa desta afirmação:

“No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”.(Gênesis 3.19)

“Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede à mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó”


“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento”.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”. (Eclesiastes 3.19,20; 9.5,10)


“Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?”

“Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos”. (Salmos 6.5; 146.4)


2º - Morte como dormir, sendo que para os que acreditam, dormir significa um vácuo de existência, um nada.

Versiculos utilizados como justificativa:

“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. (Daniel 12.2)

“Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono.Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto”. (João 11.11-14)

“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.E também os que dormiram em Cristo estão perdidos”. (1Coríntios 15.16-18)

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”. (1Tessalonicenses 4.16).


3º - Morte da alma, ou seja, ela cessaria de existir.

Versículos utilizados como justificativa:

“Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá”. (Ezequiel 18.4)

“E acontecerá que toda a alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo”. (Atos 3.23).


4º - Aniquilamento final - há quem pense em uma destruição final dos injustos, eles serão ressurretos para serem aniquilados (!).


REFUTAÇÃO DA DOUTRINA DO ANIQUILAMENTO


1º - Os mortos estão conscientes, no mundo dos mortos.(ver postagem anterior - O que acontece após da morte?)

Embora sua vida seja pálida e sem a mesma descrição da vida neste mundo, há esperança de grande conforto lá, sobretudo na revelação cristã.

Compare os textos e perceba o progresso da esperança no cristianismo:

“Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente”. (Salmos 22.26)

“Nunca terão fome, nem sede, nem o calor, nem o sol os afligirá; porque o que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas”. (Isaías 49.10)

“Os mais poderosos dos fortes lhe falarão desde o meio do inferno, com os que a socorrem; desceram, jazeram com os incircuncisos mortos à espada”. (Ezequiel 32.21)

“Disse, porém, Abraão: Filho lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado”.

“Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos”.

“E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. (Lucas 16.25; 20.38 (e paralelos); 23.43).

“E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (João11. 26).

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”.

“Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos”. (Romanos 8.38-39; 14.8,9)

“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”.

“Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (Porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor”. (2 Coríntios 4.18; 5.6-8)

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”. (Filipenses 1.21-23)

“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”. (Apocalipse 6.9-10)



2º - Moisés e Elias: “um morto” e um vivo vieram falar com Jesus.

Se a existência após a morte é nada, de onde veio Moisés?

Se não há existência além deste mundo, onde estava Elias que não morreu?

Deus teria aniquilado seu servo?

“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, e transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele”. (Mateus 17.1-3)


3º - As trasladações de Elias e Enoque são evidências primitivas da vida após a morte.

De fato, foi Jesus quem revelou a vida e a imortalidade - “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho”. (2Timóteo 1.10), mas o fato destes dois homens não morrerem indicava que há vida além desta vida e que Deus tem algo muito bom reservado para os seus.

O que aconteceu com Enoque e Elias é uma primeira revelação de que há vida após a vida humana na terra.


4º -
Os mortos estão “dormindo” em relação a este mundo.

Isto não significa que eles estejam em completo aniquilamento, afinal, a metáfora do sono aplica-se ao morto no sentido que, para nós,eles parecem estar dormindo um longo sono.

Contudo, sabemos que quem dorme sonha, ouve, pensa e está consciente para si e não para nós.

Assim, a metáfora não pode ser traduzida como “não existência” nem como “não consciência”, mas como “não envolvimento nas coisas desta vida”.


5º - O livro de Eclesiastes que é sempre citado como apoio ao ensino do aniquilamento deve ser entendido como escrito do ponto de vista do que ocorre “debaixo do céu”, e não de toda a realidade espiritual possível.

No fim do livro ele afirma que “o espírito volta a Deus que o deu” (12.7) e afirma também que haverá julgamento do que foi feito: logo, deve haver retribuição, tanto recompensa como castigo.

Assim, o livro faz observações sobre o que parece acontecer, mas ao fim afirma que o que vai acontecer deve guiar nossa vida presente.


CONTINUA...


Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



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| 29/11/2008 |