domingo, 21 de novembro de 2010

129 - PORQUE SEMPRE PARECE QUE JESUS ESTÁ DEMORANDO?


“ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?

E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; ara que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade “. (2Tessalonicenses 2.1-12)”.



Alguns irmãos em Tessalônica pensavam que o Dia do Senhor já havia chegado.

“E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto;os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns”. (2Timóteo 2.17-18).


Como eles tinham chegado a pensar que o fim estava tão próximo?

Os irmãos estavam sendo perseguidos.

“Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles” (1Ts 2.14)


Eram assaltados por tribulações.

“Para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados, pois, estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis.

Portanto, não podendo eu também esperar mais, mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse, e o nosso trabalho viesse a ser inútil”. (1Ts 3.3-5).


As pessoas que se opunham a eles são mencionadas como dignas da condenação, na volta de Jesus.

“De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais; prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis; se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 1.4-8).

Os tessalonicenses pensavam que sua tragédia doméstica determinaria a postura universal de Deus, ou seja, eles pensavam que suas tribulações locais eram sinal de que o plano mundial de Deus iria se cumprir em breve.

Eles achavam que seus problemas pessoais eram determinantes para interpretar os tempos e as épocas em que os planos de Deus se cumpririam.

O mesmo ocorre hoje em dia, quando pessoas vêem coisas terríveis acontecendo, tragédias, perseguições e acidentes e tomam estas coisas como “sinais dos tempos” para a vinda de Jesus.

Como se o destino eterno da humanidade dependesse do que ocorre no “meu quintal!”

Paulo vai corrigir estes erros mostrando que algumas coisas ainda deveriam ocorrer antes da volta de Jesus, ou seja, há coisas maiores e piores acontecendo.

Não é para imaginar que os problemas locais de Tessalônica fossem a chave para compreender tudo o que vai ocorrer.

É preciso lembrar das seguintes coisas ao compreender este texto:

A LINGUAGEM É APOCALÍPTICA


“Homem da iniqüidade” e “filho da perdição” são hebraísmos que podem ser traduzidos “o iníquo” e “o que vai ser destruído”, respectivamente.

A descrição do v.4 é apoiada em Daniel 11.36 e representa um típico inimigo do povo de Deus.

“E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito”.


No livro de Daniel, o homem que cumpriu historicamente a profecia chamava-se Antioco Epifânio, certo rei grego da Síria.

“Matar com o sopro na boca” vem do texto simbólico de Isaías 11.4:

“Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio”.



E foi usado também em Apocalipse 1.16; 2.16; 19.15,21:

“E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece”.

“Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca”.

“E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso”.

“E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes”
.

Descreve a ação divina que vence o inimigo apenas com sua palavra poderosa.

NÃO TEMOS TODAS AS INFORMAÇÕES DO CONTEXTO HISTÓRICO

Paulo menciona no v.5 o fato de já haver instruído a igreja sobre o “homem da iniqüidade”.

Desconhecemos este ensino.

Também no v.6 pressupõe que eles sabiam quem era “aquele que o detém”. Nós não sabemos.

Muitas vezes temos que reconhecer que temos o texto das epístolas, mas não temos as palavras de explicação pessoal que o apóstolo tinha dado às igrejas.

“Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”. (2Tessalonicenses 2.15).

Temos que admitir nossa ignorância de certos assuntos.

OS CRISTÃOS ESPERAVAM O CUMPRIMENTO DE CERTAS PROFECIAS DE JESUS E DO VELHO TESTAMENTO

É óbvio que a futura destruição de Jerusalém estava na mente dos obreiros cristãos do primeiro século.

“Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles, os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido; e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens, e nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim”. (1Tessalonicenses 2.14-16).

É necessário ver a aplicação das profecias de Daniel com respeito à abominação desoladora:

“Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?”

“E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora”.

“E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias”. (Daniel 8.13; 11.31; 12.11)


Que primariamente aplicam-se a Antioco Epifânio, encaixando-se nos imperadores romanos.

O livro de Daniel faz isto.

“Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor”. (Daniel 9.17 – aqui se aplica a Roma.)


Vejamos Mateus 24.15: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda”.

E Lucas 21.20: “Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação”.

As profecias de Daniel 7 sobre o quarto animal e o último chifre são usadas em Apocalipse 13 e 17, com respeito a Roma imperial.

O que queremos afirmar é que: é possível que as profecias que ainda precisam cumprir-se antes do dia do Senhor, sejam exatamente estas.

Portanto, o que Paulo diz não será algo muito diferente do que Jesus já havia afirmado, e que todos os cristãos conheciam.

CUIDADO COM ALARMES FALSOS (1-2)

O Erro: Dizer que o dia da volta de Jesus estava presente.

O engano estava sendo promovido por um ou vários dos modos a seguir:

1º - Espírito: Um “profeta falso” arrogando inspiração profética.

2º - Palavra: Algo do ensino de algum professor, talvez até de Paulo.

3º - Epístola: Talvez alguém afirmasse ter recebido novas informações de Paulo, por carta. Talvez uma carta falsa. (vejamos 2Tessalonicenses 3.15: “Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe”.)

O Problema: Os irmãos estavam perturbados, e estavam saindo da verdade em pensamento e em conduta.

Eles achavam que suas tribulações eram sinais de uma grande comoção mundial um falso profeta poderia aproveitar isto para o mal.

Todo falso ensino que marca datas para a volta de Jesus é perigoso.

OS ANTECEDENTES À VINDA DE JESUS (3-10)

Paulo fala de coisas que antecederão a vinda de Jesus e que são de efeito mundial, para mostrar aos Tessalonicenses que o que ocorre com eles, em casa, não é base para qualquer raciocínio sobre a época da volta de Jesus.

Paulo não está contrariando Jesus, marcando uma data para a volta de Jesus.

“Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai”. (Mt 24.36).

Paulo não está dando “sinais dos tempos”.

Ele só está mostrando que muitas outras coisas ainda estão por vir e que os Tessalonicenses não devem se abalar pelos acontecimentos do seu dia a dia.

Em resumo ele dirá: “Não, o dia do Senhor não chegou!”

Há coisas terríveis para acontecer, como já disse a vocês.

Coisas bem maiores do que os problemas locais de vocês.

Portanto, cuidem-se".


Embora este resumo possa parecer pouco, é o que todo este capítulo 2 quer promover.

Os dois elementos que são anteriores à volta de Jesus são:

APOSTASIA e O INÍQUO (1-4)

Eles não são eventos isolados, mas conjuntos, pois O INÍQUO promove a APOSTASIA, que é rebelião contra Deus.

Estes dois elementos vão juntos e referem-se à mesma situação.

O texto não diz que estes eventos devem ocorrer imediatamente antes da vinda de Jesus, mas simplesmente antes.

Isto significa que podem ter ocorrido no primeiro século e, portanto, a vinda de Jesus não precisa agora ser retardada por mais nada que não seja a misericórdia de Deus.

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”. (2Pedro 3.9).


Se o texto estivesse dizendo (como alguns afirmam) que isto ocorreria imediatamente antes da vinda de Jesus, então seria possível prever a data da volta de Jesus!!!

Mas não é possível!

“Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai”. (Marcos 13.32)

Portanto, a idéia exposta anteriormente é a melhor.

O INÍQUO, no original, pode ter características de uma pessoa ou de uma organização (no grego: masculino ou neutro).

Sua descrição:

Homem da iniqüidade – pessoa que desobedece a lei de
Deus.

Filho da perdição – como Judas, destinado a ser perdido, no inferno.

“Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome.

Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse”. (João 17.12)

Adversário contra Deus – cuja descrição é inspirada em Antioco Epifânio.

E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito”. (Daniel 11.36).

Assemelha-se com a Besta de Apocalipse 13.4, 12-15:

“E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?”

“E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada.

E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.

E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.

E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”.

E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.

E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.

E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta”.


Que requer adoração, como Deus.

Quer ser adorado – a descrição de sentar-se no templo é simbólica.

Nenhum templo específico está em vista, mas o desejo de adoração.

Esta é a APOSTASIA e rebelião que ele promove.

Ele será destruído, é o que diz o v. 8:

E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”

No presente Momento: “E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado”.(6-7)


O mistério da iniqüidade (o trabalho oculto do mal terrível) já estava operando e trabalhando, fermentando tudo para sua futura atuação.

Algo ou alguém estava segurando a situação e impedindo o aparecimento do iníquo.

“Aquele que o detém” mantinha o mundo de Paulo naquele momento sem o despontar deste mal.

Mas em um dia “aquele que o detém” seria tirado, como se a porta fosse aberta; então o iníquo iria agir.

Haveria uma ocasião própria para tudo isto ocorrer.

Revelação e Atuação: “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem”. (8-10)

Após o afastamento daquele que o detém ele viria a público.Faria falsos milagres.

Note que não são verdadeiros milagres, pois se assim fosse, não poderíamos afirmar e provar que os que fizeram verdadeiros milagres eram homens de Deus.

Enganando especialmente os que não são cristãos.

Os cristãos não se enganam com falso ensino e nem com falsos milagres.

PRINCÍPIOS IMPORTANTES (11-12)

O erro vem para condenar definitivamente os que não querem seguir a verdade do evangelho.

Quem quer erro, vai tê-lo.

Com Deus não haverá meio termo: ficaremos com Cristo ou com o iníquo.

O dia do Senhor será precedido por: APOSTASIA e O INÍQUO.

O dia do Senhor não ocorrerá por causa de nossa impressão pessoal sobre os tempos e os acontecimentos.

O dia do Senhor ocorrerá depois das coisas que Deus estava esperando acontecerem.

A iniqüidade já estava atuando no mundo daquela época.

O iníquo e a apostasia não haviam se manifestado pela atuação restritiva “daquele que o detém”.

Um dia “aquele que o detém” seria tirado.

O iníquo atuará contra Deus, fazendo-se de “deus” e promoverá a apostasia.

A destruição dele é associada com a volta de Jesus, mas não significa que ele esteja vivo na terra antes da volta de Jesus.

Vejamos que em 2Tessalonicenses 1.5-10:

“Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis; se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós)”.

Fala que na vinda de Jesus ele iria punir os que perseguiram a igreja de Tessalônica, porém certamente aqueles perseguidores não estão vivos até hoje aguardando a vinda de Jesus para serem destruídos.

A linguagem do v. 8 descreve a característica do iníquo: ele será destruído por Jesus na sua vinda e não à época de sua atuação (antes de Jesus vir).

Para os irmãos de Tessalônica, a compreensão de que o fim dos tempos envolveria problemas e dificuldades bem mais universais do que a opressão local que eles estavam sentindo era um aprendizado necessário.

As tribulações locais pelas quais eles passavam (2 Ts 1.4,6) não eram
o sinal do fim.

“De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais.

“Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam”


Ninguém devia aumentar o significado de sua situação particular e pessoal.

Um plano divino maior e mais abrangente deveria ocorrer e o fim dos tempos não se perceberá pela avaliação de nossa própria visão particular do mundo, mas pela visão de Deus, da qual ninguém compartilha e nem pode compartilhar.

APLICAÇÃO HISTÓRICA - QUEM É O INÍQUO? QUEM É “AQUELE QUE O DETÉM?”

Interpretação em harmonia com Jesus, Daniel e João (Apocalipse):

O INÍQUO – é o imperador DOMICIANO e os imperadores que perseguiram a igreja (talvez Nero deva ser incluído).

O QUE O DETÉM – é o atual Império Romano (atual para Paulo), que não discernia bem os judeus e os cristãos e que, por causa disto, não fazia mal para a igreja.

Esta interpretação leva em conta: Daniel 7 ainda precisava cumprir-se, e, portanto, Paulo estaria pensando no último chifre do quarto animal.

Que seria o imperador Domiciano que perseguiria a igreja.

Jesus fez a identificação de Roma com a abominação assoladora de Daniel, e, portanto, entre os imperadores romanos estariam sendo revestidos, no futuro, de uma postura como a de Antioco Epifânio.

“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda” (Mateus 24.15).

João, no Apocalipse, fala da primeira besta, que é o Império Romano, e especialmente o Imperador Domiciano, como alguém que se opõe a Deus e que exige adoração.

Depois a besta é derrotada por Jesus.

Mas isto não é o fim do mundo. [Lembre, contudo, que nesta época o Apocalipse de João nem tinha sido escrito ainda].

Paulo esperava tempos angustiosos para seus dias, embora não vinculasse estes tempos angustiosos com qualquer data para a volta de Jesus.

“Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim”. (1Coríntios 7.26).

Portanto, parece melhor supor esta identificação.

Outras interpretações:

O INÍQUO - Perseguição judaica, papas, satanás, Roma, princípio da iniqüidade e o anticristo.

AQUELE QUE O DETÉM - Governo Romano, igreja pura, Espírito Santo,judaísmo,evangelho e os atuais governos do mundo

Não posso ver como nenhuma destas interpretações poderia fazer sentido para os leitores de Tessalonicenses.

A segunda interpretação tem sido sustentada por muitos.

A objeção fatal contra ela é que a volta de Cristo ficaria retardada até cerca do século V ou VI, quando a hierarquia romana conseguiu se estabelecer e os primeiros papas surgiram.

Toda a informação bíblica afirma que a volta de Cristo já era iminente no primeiro século

Tudo que era necessário ocorrer para que Cristo volte já ocorreu.

Não temos mais o que esperar.

Aqueles que acham que tem muito tempo para converter-se podem estar incorrendo em um engano fatal.

Cristo pode vir a qualquer momento.

Nossa avaliação dos tempos difíceis não devem nos enganar.

Não são os nossos problemas que determinam os tempos de Deus.

Ele é soberano e controla a história.

No momento certo, ele irá agir e cumprir seu propósito para conosco.



Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



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| 29/11/2008 |